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Pantanal e Águas

Políticas públicas de preservação dos Biomas do Pantanal e Cerrado em Mato Grosso/MT

Redação LupaPor Redação Lupa horário de Cuiabá 2 min de leitura WhatsApp
Políticas públicas de preservação dos Biomas do Pantanal e Cerrado em Mato Grosso/MT
Greenpeace Brazil was in Mato Grosso do Sul, in the southern part of the Pantanal, to document the impacts of the fires that devastate the biome on its biodiversity and people's lives. O Greenpeace Brasil esteve no Mato Grosso do Sul, na parte sul do Pantanal, para documentar os impactos das queimadas que assolam o bioma em sua biodiversidade e na vida das pessoas.

A preservação dos biomas do Pantanal e Cerrado, que se encontram no estado de Mato Grosso, é um desafio contínuo. Em 2024, diversas políticas públicas e legislações foram colocadas em prática para proteger essas regiões ricas em biodiversidade, mas a implementação dessas leis enfrenta obstáculos complexos.

A Lei do Pantanal, que entrou em vigor em 2024, é um marco importante para a proteção desse bioma, considerado a maior planície alagada do mundo. A legislação foi amplamente debatida, buscando um equilíbrio entre preservação e desenvolvimento econômico. Ela permite, por exemplo, o uso de áreas de preservação permanente (APPs) para atividades como pecuária extensiva e ecoturismo, desde que respeitem parâmetros de sustentabilidade. No entanto, críticos apontam que essa flexibilização pode causar impactos negativos à biodiversidade, caso não haja uma fiscalização eficaz e restrições claras para evitar a degradação ambiental​.

Para o bioma Cerrado, a situação é igualmente preocupante. Embora o Cerrado seja essencial para a regulação dos recursos hídricos e abrigo para diversas espécies, ele não conta com uma proteção tão abrangente quanto a Amazônia ou o Pantanal. A principal política de preservação do Cerrado em Mato Grosso está ligada ao Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE), que visa ordenar o uso do solo, mas há lacunas que permitem a expansão agrícola, especialmente para a soja e outras culturas, que continuam a avançar sobre áreas.

Um dos maiores desafios enfrentados na preservação de ambos os biomas é a fiscalização. Mesmo com legislações em vigor, a infraestrutura e os recursos para monitoramento são limitados. Para lidar com isso, Mato Grosso tem investido em tecnologias de monitoramento via satélite, que ajudam a detectar atividades ilegais de desmatamento em tempo real. Ainda assim, a expansão da pecuária e do agronegócio, somada à falta de incentivos para alternativas econômicas sustentáveis, dificulta a aplicação eficaz das leis ambientais.

Outro ponto de destaque em 2024 é o Estatuto do Pantanal, aprovado no Senado Federal. O estatuto estabelece diretrizes claras para a conservação do bioma, com foco na criação de áreas de preservação, no combate ao desmatamento e no incentivo a práticas agrícolas de baixo impacto. No entanto, a aplicação dessas diretrizes dependerá de uma cooperação efetiva entre o governo federal, estados e municípios, além da participação ativa da sociedade civil​.

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