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trava ambiental crédito rural

Brasil afrouxa trava ambiental no crédito rural às vésperas da lei antidesmatamento da União Europeia

O Conselho Monetário Nacional aprovou em 12 de maio de 2026 a Resolução 5.303, que adia para 2027 e 2028 a aplicação plena da trava ambiental no crédito rural. O recuo reverte o cronograma de 2024 e atende a uma frente coordenada do agronegócio formada por CNA, Farsul, FAEP e Frente Parlamentar da Agropecuária. A decisão ocorre quando a União Europeia se prepara para vetar a importação de produtos agrícolas associados a desmatamento, com impacto potencial em 34% das vendas brasileiras ao bloco europeu e em cerca de US$ 17,5 bilhões anuais da agroindústria. A CNA também levou a disputa ao Supremo Tribunal Federal, com pedido de suspensão das Resoluções 5.193/2024 e 5.268/2025.

Regulação Europeia contra o Desmatamento e Dia do Agro

Na contramão da UE, bancada ruralista organiza Dia do Agro com três projetos contra a fiscalização ambiental

A Comissão Europeia confirmou em 4 de maio de 2026 que a Regulação contra o Desmatamento (EUDR) começa a valer em 30 de dezembro de 2026 para grandes operadores e em 30 de junho de 2027 para micro e pequenos. No mesmo intervalo, o Congresso brasileiro prepara o Dia do Agro, com três projetos que enfraquecem embargo remoto, liberam campos nativos e submetem normas ambientais ao Ministério da Agricultura. A matéria mapeia o choque de calendários e os riscos para o agronegócio exportador, para a meta brasileira de desmate zero e para a coordenação climática internacional rumo à COP31.

relatório Irena crise energética Oriente Médio

Com Ormuz travado, Irena diz a governos que renovável virou ferramenta de segurança nacional

Com o Estreito de Ormuz parcialmente fechado e ataques a infraestrutura de energia no Oriente Médio, a Agência Internacional de Energias Renováveis (Irena) publicou em abril um documento que dirige 18 ações a formuladores de política pública, distribuídas em três horizontes — de seis meses a três anos —, para blindar países e famílias do novo choque de preços do petróleo e do gás. No Diálogo Climático de Petersberg 2026, em 22 de abril, o ministro brasileiro João Paulo Capobianco disse que o Brasil “apoia integralmente essa direção”, mas cobrou que a transição não seja concebida como caminho único, defendendo a complementaridade entre eletrificação e biocombustíveis.

Fotojornalismo em depósito logístico de Cuiabá mostra o Diário Oficial com o Ato Nº 55 do MAPA em primeiro plano. Ao fundo, trabalhadores descarregam tambores de agrotóxicos com rótulos de Acefato Técnico e Fipronil, com a cidade e o rio ao fundo sob céu alaranjado.

Refugo da Europa: Via Cuiabá, Brasil escancara portas para agrotóxicos banidos por danos cerebrais e câncer

Investigação sobre o Ato Nº 55 do MAPA revela que Cuiabá se tornou o principal hub logístico para a importação de agrotóxicos proibidos na União Europeia há décadas. A matéria detalha a entrada de substâncias como Acefato (cancerígeno), Clorpirifós (neurotóxico infantil) e Fipronil (letal para abelhas), expondo o abismo regulatório entre o Brasil e as normas de segurança internacionais.

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