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Pantanal pode secar até 2037: estudo de cuiabano aponta falhas nas políticas ambientais e de controle de fogo

Pantanal em risco

Pesquisadores revelam que leis atuais não protegem a biodiversidade e a água na maior planície alagável do mundo, enquanto incêndios e degradação avançam sem controle e revela um dado alarmante: o pantanal pode sercar em menos de duas décadas!

 

A voz da ciência: pesquisadores em defesa do Pantanal

Por trás da pesquisa que expõe as falhas das políticas ambientais no Pantanal estão os pesquisadores Lucas Barros-Rosa e Luiza Moura Peluso. Nascido em Cuiabá, Lucas é doutorando e pesquisador da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá, onde investiga os impactos das mudanças climáticas sobre a severidade do fogo e desenvolve modelos de previsão de incêndios no Pantanal.

Já Luiza, pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisa do Pantanal, estuda o risco de extinção de peixes e os impactos das mudanças climáticas na Bacia do Alto Paraguai. Juntos, lideraram a iniciativa de reunir outros pesquisadores e professores para avaliar a eficácia das políticas ambientais na conservação do Pantanal.

Lucas conversou com nosso editor e explicou um pouco sobre o trabalho.

“A ideia desse trabalho começou há quase dois anos, quando percebemos que novas leis e decretos estavam surgindo sem levar em conta dados científicos e técnicos. O Pantanal estava sendo colocado em risco sem um debate embasado”, explica Barros.

A preocupação cresceu à medida que o cenário político e ambiental avançava com novas regulamentações que, em tese, deveriam proteger o bioma, mas que, segundo os dados, têm efeito contrário. Entre elas estão os decretos de proibição do fogo, que, na prática, não reduziram os incêndios, e o Decreto 774/2024, que permite a conversão massiva de vegetação nativa em pastagens exóticas.

“Muitas dessas leis têm uma justificativa ambiental no papel, mas, ao analisarmos os dados, percebemos que nem sempre são eficazes. Precisamos da ciência para embasar as decisões e garantir que as políticas públicas considerem a realidade do Pantanal e promovam sua conservação de forma efetiva”, avalia.

A ideia do grupo não é apenas um estudo acadêmico: é um chamado à ação. Ao trazer evidências concretas sobre a ineficácia das políticas ambientais e seus efeitos danosos, os autores esperam que o debate sobre o futuro do Pantanal seja pautado não por interesses econômicos imediatistas, mas por dados científicos e soluções sustentáveis a longo prazo.

O impacto das políticas ambientais no Pantanal

Uma pesquisa publicada em 2025 no periódico Environmental Research Letters, conduzida por Lucas Barros-Rosa, cuiabano que mora atualmente no Canadá, e os cientistas Luiza Moura Peluso, Priscila Lemes, Mark Stephen Johnson, Higo José Dalmagro, Cátia Nunes da Cunha, Paulo Henrique Zanella de Arruda, Lucia Mateus e Jerry Penha, lança um alerta contundente sobre a ineficácia das políticas ambientais e de controle de incêndios no Pantanal. O estudo analisou décadas de mudanças no uso da terra, disponibilidade de água e frequência dos incêndios na região e concluiu que as medidas atuais não são apenas insuficientes, mas podem acelerar a degradação do bioma.

“Estamos assistindo a um desmonte silencioso do Pantanal, muitas vezes justificado em nome do desenvolvimento econômico. No entanto, sem políticas eficazes que conciliem crescimento e conservação, corremos o risco de comprometer esse ecossistema único e, consequentemente, a própria sustentabilidade econômica da região”, avalia Barros-Rosa.

A pesquisa destaca que, apesar das promessas governamentais de proteger o Pantanal, as políticas em vigor vêm permitindo a conversão descontrolada de vegetação nativa em pastagens exóticas, prejudicando a biodiversidade e alterando o ciclo hidrológico da região.

Mudanças no uso e cobertura da terra aceleram a degradação

O estudo analisou a evolução do uso e cobertura da terra no Pantanal entre 1985 e 2022 e constatou uma forte redução de áreas naturais. A conversão da vegetação nativa em pastagens exóticas aumentou drasticamente, enquanto a superfície coberta por água encolheu em ritmo acelerado.

“O Pantanal perdeu mais de 8.000 km² de água nos últimos 37 anos, com tendências semelhantes de redução na cobertura de água dentro das RPAs.”, explica Peluso.

No gráfico abaixo temos vemos as mudanças no uso e cobertura da terra entre 1985-2008 e 2008-2022 no norte da Bacia do Alto Paraguai (BAP), dividida em Planalto e Pantanal.

Gráfico retirado do estudo.

Mudanças no Uso e Cobertura da Terra no Norte da Bacia do Alto Paraguai (1985-2022)

O gráfico apresenta a evolução da cobertura da terra no Planalto e no Pantanal, duas regiões da Bacia do Alto Paraguai (BAP), entre os anos 1985, 2008 e 2022. O objetivo é evidenciar as transformações na paisagem devido a fatores como expansão da agricultura, mudanças na vegetação nativa e presença de gramíneas exóticas.

Planalto: Intensificação da Agricultura e Redução da Vegetação Natural

  • A expansão agrícola é a mudança mais expressiva na região do Planalto. Em 1985, apenas 6,2% da área era ocupada por agricultura, enquanto em 2008 esse valor saltou para 9%.
  • A vegetação nativa sofreu redução significativa, com a gramínea nativa caindo de 44,8% em 1985 para 27,5% em 2022.
  • A savana também teve grande declínio, passando de 26,9% em 1985 para 16,6% em 2008, recuperando-se levemente para 27,5% em 2022.
  • As áreas de floresta diminuíram gradualmente, o que sugere a conversão dessas terras para outros usos, principalmente pastagens e agricultura.
  • O aumento das gramíneas exóticas (usadas para pastagem) indica uma forte influência da pecuária na modificação da paisagem.

➡️ Conclusão: O Planalto passou por um processo acelerado de conversão de vegetação nativa para áreas agrícolas e pastagens, principalmente entre 1985 e 2008. A tendência continuou entre 2008 e 2022, mas com menor intensidade.

Pantanal: Aumento da Vegetação Exótica e Redução das Áreas Úmidas

  • A redução das áreas úmidas é um dos dados mais preocupantes. Em 1985, 20,2% do Pantanal era composto por áreas úmidas, mas esse valor caiu para 13,7% em 2022, um reflexo do impacto da drenagem artificial e mudanças no regime hídrico.
  • A água também diminuiu de 26,2% para 13,7% entre 1985 e 2022, evidenciando alterações na hidrodinâmica da planície pantaneira.
  • A savana sofreu forte redução, passando de 14,1% para apenas 9,8% em 2008, mas apresentou leve recuperação para 13,8% em 2022.
  • As gramíneas exóticas aumentaram drasticamente, passando de 17,8% em 1985 para 19,3% em 2022, confirmando a intensificação do uso da terra para pastagem.
  • A agricultura também cresceu, afetando a dinâmica da vegetação e a biodiversidade local.

➡️ Conclusão: O Pantanal sofreu impactos severos na sua dinâmica hídrica, com a diminuição das áreas úmidas e corpos d’água. Ao mesmo tempo, houve um aumento significativo das gramíneas exóticas e da agricultura, indicando uma maior conversão da vegetação nativa para uso agropecuário.

O gráfico evidencia mudanças profundas no uso da terra na Bacia do Alto Paraguai ao longo de quase quatro décadas. A região do Planalto foi a mais impactada pela expansão agrícola, enquanto o Pantanal sofreu redução das áreas úmidas e aumento da ocupação por pastagens e culturas exóticas. Esses processos podem comprometer a sustentabilidade hídrica do bioma e aumentar os riscos ambientais, como secas mais severas e perda da biodiversidade.

O monitoramento contínuo dessas mudanças é essencial para adotar estratégias de conservação e garantir um equilíbrio entre o desenvolvimento econômico e a preservação ambiental.

O estudo mostra que, enquanto áreas naturais, como florestas e zonas úmidas, foram reduzidas, houve uma expansão de 24,7% na cobertura de pastagens exóticas no Pantanal. A perda de áreas úmidas, além de comprometer o equilíbrio ecológico, aumenta a vulnerabilidade da região ao fogo, pois aumenta da disponibilidade de material combustível (vegetação seca), favorecendo a propagação das chamas.

 

“Nossos resultados indicam um aumento significativo de pastagens exóticas em toda a porção da BAP [Bacia do Alto Paraguai] no MT. Também encontramos uma redução significativa na cobertura de água no Pantanal, acompanhada por um aumento na cobertura de gramíneas nativas”, alerta Priscila Lemes.

Decreto 774/2024: uma ameaça ao futuro do Pantanal

Um dos principais agravantes desse cenário é o Decreto Estadual 774/2024, que autoriza a conversão de até 15.100 km² de vegetação nativa em pastagens exóticas. Se esse limite for totalmente explorado, o Pantanal poderá perder uma parte crítica de sua vegetação original, impactando ecossistemas já fragilizados.

“O decreto não apenas permite essa conversão massiva, como também legaliza a exploração de áreas de reserva legal para pecuária extensiva. Isso vai contra qualquer lógica de conservação ambiental e uso sustentável”, critica Barros-Rosa.

O estudo aponta que essa medida pode colocar em risco o equilíbrio hidrológico do Pantanal, pois a conversão de vegetação nativa reduz a capacidade de retenção de água do solo, impactando diretamente os períodos de cheia e seca.

Além disso, a nova legislação abre precedentes perigosos para a introdução de espécies exóticas invasoras, que podem competir com a vegetação nativa e acelerar a degradação do solo.

“Se não houver um controle rígido, em poucas décadas o Pantanal poderá secar completamente, tornando-se incapaz de sustentar a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos que mantêm a região viva”, alerta Peluso.

A Lei 12.651/2012 e a falsa proteção das nascentes e rios

A Lei 12.651/2012, conhecida como o novo Código Florestal, foi criada com o objetivo de equilibrar conservação ambiental e produção agrícola. No entanto, o estudo revela que essa legislação falha em garantir a proteção adequada das nascentes e rios do Pantanal.

O novo Código Florestal reduziu a largura das áreas de preservação permanente ao longo dos rios, tornando-as insuficientes para manter o equilíbrio hídrico da região. Isso ocorre principalmente pois a legislação não considera as particularidades do Pantanal, onde os rios se estendem por muitos metros devido aos pulsos de inundação” aponta Lemes.

Na figura abaixo vemos as séries temporais e tendências de águas superficiais (km2) nas regiões do Pantanal e do Planalto, localizadas na Bacia do Alto Paraguai, Mato Grosso, Brasil.

Gráfico retirado do estudo.

No Pantanal (barras azuis), a tendência de declínio da água superficial é preocupante. A área de água superficial inicia acima de 9.000 km² em 1985 e sofre uma redução progressiva, chegando a valores próximos de 3.000 km² em 2021.

Se a tendência de declínio continuar no mesmo ritmo, a área coberta por água poderá desaparecer completamente até 2037, conforme simulado abaixo. Essa projeção assume que não haverá mudanças significativas nos fatores ambientais e nas políticas de conservação, o que pode alterar esse cenário.

Além disso, as áreas de preservação permanente (APPs) não têm sido eficazes para conter a redução da água no Pantanal. O estudo aponta que, mesmo dentro dessas zonas protegidas, a cobertura de água vem diminuindo ano após ano, evidenciando que a legislação não está sendo cumprida ou aplicada de forma adequada.

Se a lei levasse em conta as especificidades do Pantanal, não veríamos uma redução tão expressiva na disponibilidade de água dentro das áreas protegidas”, argumenta Barros-Rosa.

Incêndios descontrolados e falhas na proibição do fogo

A pesquisa evidencia que os decretos estaduais de proibição do fogo falharam em conter grandes incêndios nos últimos anos. Em 2020, por exemplo, o Pantanal queimou como nunca antes: o fogo consumiu mais de 10.000 km² de vegetação, ultrapassando todas as previsões.

“Os incêndios seguem uma lógica simples: queimam onde há vegetação seca disponível e clima favorável. Se o padrão de incêndios está mudando e mais áreas nativas estão queimando fora do período natural, então precisamos a rever a maneira de lidar com esse problema””, explica Peluso.

O estudo mostra que os incêndios atingem principalmente áreas que antes eram zonas úmidas, e que podem ter secado devido a fatores climáticos, como o aumento de temperatura, ou impactos mais diretos, como os drenos artificiais. Ou seja, fatores combinados que estariam criando cenário ideal para os incêndios.

“Os decretos de proibição do uso do fogo foram ineficazes para reduzir as áreas queimadas aos níveis esperados.”, critica Barros-Rosa.

Enquanto isso, os investimentos em combate a incêndios permanecem irrisórios. O orçamento do governo de Mato Grosso para controle de queimadas em 2023 foi de apenas US$ 6,8 milhões, um valor insignificante diante do tamanho do desafio.

“Há uma falta de financiamento para a conservação de áreas úmidas em comparação com outros usos da terra, como a agricultura”, aponta Lemes.

Drenos artificiais: uma ameaça silenciosa ao Pantanal

Entre os diversos fatores que comprometem a integridade do Pantanal, os drenos artificiais surgem como uma ameaça muitas vezes negligenciada, mas de consequências severas. O estudo conduzido por Lucas Barros-Rosa e colaboradores revela que a implementação dessas estruturas, está alterando drasticamente o equilíbrio hídrico da região, comprometendo a biodiversidade e a resiliência do bioma frente às mudanças climáticas.

Na imagem abaixo vemos um mapa da área de estudo na porção norte da Bacia do Alto Paraguai (UPRB) no Mato Grosso, Brasil. O mapa destaca os biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal. Além disso, um exemplo de um sistema de drenagem artificial no bioma do Pantanal. Imagem: Google, ©2024 Airbus.

Gráfico retirado do estudo.

O gráfico apresenta a localização e características da Bacia do Alto Paraguai (BAP), destacando a interação entre os biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, destacando as modificações na paisagem, especialmente no Pantanal, devido à drenagem artificial. Essa intervenção pode alterar o regime hidrológico da região, afetando a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos. A interação entre os biomas e a influência da expansão agrícola são aspectos-chave evidenciados na figura.

Os drenos artificiais são sistemas criados para esvaziar áreas alagadas e torná-las produtivas para atividades agropecuárias, especialmente para a pecuária extensiva e a expansão de pastagens exóticas.

No entanto, essa prática tem efeitos devastadores. Segundo o estudo, áreas onde esses drenos foram instalados apresentam uma evapotranspiração 12% menor do que regiões sem essa interferência, demonstrando que a retirada da água compromete o ciclo natural do bioma.

“As áreas com drenagem artificial apresentaram menor evapotranspiração”, explica Barros-Rosa.

Os drenos artificiais representam uma ameaça invisível. Ao escoar rapidamente a água da planície, eles alteram o regime de cheias e secas do Pantanal, comprometendo a capacidade natural do bioma de armazenar água para os períodos mais secos

A pesquisa também indica que a drenagem artificial reduz a recarga dos aquíferos, impactando nascentes e cursos d’água que abastecem o Pantanal. Esse fenômeno resulta em um efeito cascata: a perda de umidade do solo torna a vegetação mais vulnerável ao fogo, aumentando a severidade dos incêndios, que já vêm atingindo níveis alarmantes.

“A cobertura de água no Pantanal tem diminuído devido a mudanças no uso e cobertura da terra”, alerta Jerry Penha, coautor do estudo.

Outro ponto crítico levantado pela pesquisa é que a legislação atual não impõe restrições severas ao uso de drenos artificiais em áreas sensíveis. O estudo menciona a Resolução CONSEMA 45/2022, que legaliza essas estruturas em diversas partes do estado de Mato Grosso, incluindo importantes áreas úmidas fora do Pantanal. Embora a resolução exclua o bioma pantaneiro, os pesquisadores alertam que isso cria um precedente perigoso, abrindo caminho para que no futuro a drenagem seja legalizada também dentro do Pantanal.

O Pantanal depende das cheias sazonais para manter seu equilíbrio ecológico. Reduzir artificialmente essa dinâmica coloca em risco não apenas a biodiversidade, mas também comunidades tradicionais que dependem da água para pesca e outras atividades sustentáveis

“O equilíbrio ecológico do Pantanal depende das inundações sazonais, e alterações nesse ciclo natural podem impactar a biodiversidade e as comunidades locais”, ressalta Luiza Moura Peluso.

A longo prazo, os impactos dos drenos artificiais podem ser irreversíveis, tornando o Pantanal cada vez mais seco e vulnerável. Para evitar esse cenário, os especialistas defendem a proibição do uso de drenagens artificiais em áreas úmidas críticas, além do fortalecimento da fiscalização para impedir que essa prática continue degradando o bioma.

Se não houver uma política rigorosa para evitar a drenagem excessiva do Pantanal, perderemos uma das maiores riquezas ambientais do planeta. A ciência já provou os riscos – agora cabe às autoridades tomarem medidas para reverter esse cenário.

“Medidas imediatas, incluindo gestão adaptativa, fortalecimento da legislação e práticas sustentáveis de manejo do solo e do fogo, são essenciais para mitigar os impactos ambientais na BAP e garantir sua integridade ecológica e econômica”, conclui Barros-Rosa.

O caminho para salvar o Pantanal: soluções interligadas

Diante desse cenário alarmante, o estudo sugere que somente uma abordagem integrada pode reverter os danos e garantir um futuro sustentável para o Pantanal. Entre as soluções propostas estão:

Fortalecimento da legislação ambiental – O Código Florestal e o Decreto 774/2024 precisam ser revistos para garantir que a vegetação nativa e os recursos hídricos sejam protegidos de forma efetiva.

Controle rigoroso do uso da terra – Medidas para restringir a conversão de vegetação nativa em pastagens exóticas devem ser implementadas para evitar a degradação em larga escala.

Visão integrada – O Pantanal é fortemente influenciado pela dinâmica do Planalto, onde nascem os principais rios que abastecem esse bioma. Leis voltadas ao Pantanal devem considerar essa conexão para garantir a conservação do ecossistema como um todo.

Pagamento por serviços ambientais – Criar incentivos financeiros para proprietários que mantêm áreas naturais conservadas, promovendo o equilíbrio entre economia e conservação.

Proibição de drenagens artificiais em áreas sensíveis – Evitar a drenagem indiscriminada de zonas úmidas, garantindo a retenção de água essencial para o ecossistema.

Adoção de práticas de manejo do fogo – Investir em estratégias sustentáveis de controle do fogo, combinando conhecimento científico e práticas tradicionais de comunidades locais.

“Se quisermos salvar o Pantanal, precisamos mudar a forma como encaramos seu uso e gestão. Precisamos entender que esse bioma é mais do que uma fonte de recursos – ele é um sistema vivo que sustenta milhares de espécies e comunidades”, conclui Barros-Rosa.

A pergunta que fica é: seremos capazes de agir antes que seja tarde demais?

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