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Relatório da CPT, terra e poder: a raiz dos conflitos no campo em Mato Grosso

Relatório da CPT mostra que Mato Grosso lidera os conflitos no campo do Centro-Oeste, com 8,7 milhões de hectares em disputa em 2025. Por trás dos números estão a concentração de terra, em que 0,2% dos imóveis ocupam uma área do tamanho do Rio de Janeiro, e a força da bancada ruralista, que articula o Estado a favor do agronegócio.
conflitos no campo

Estado lidera o Centro-Oeste em conflitos por terra e por água e responde por 12% de toda a área em litígio no campo brasileiro, mesmo em um ano de queda nacional.

Mato Grosso concentrou 8.707.394 hectares de terras em conflito ao longo de 2025, área que equivale a 12% de todo o território em disputa no campo brasileiro e a 95% do total registrado no Centro-Oeste. Os números constam do relatório Conflitos no Campo Brasil 2025, divulgado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT). O estado aparece na liderança regional dos conflitos no campo, tanto por terra quanto por água.

O peso do estado na área em disputa

Dos 70.208.899 hectares em conflito por terra em todo o Brasil em 2025, Mato Grosso responde sozinho por 8.707.394, cerca de 12% do total nacional concentrados em um único estado. No recorte regional o desequilíbrio é ainda maior: a área em disputa no Centro-Oeste somou 9.142.903 hectares, dos quais 95% estão em território mato-grossense.

A área corresponde às terras envolvidas em conflitos por ocupação e posse contabilizados no levantamento. No mesmo período, 4.701 famílias foram ameaçadas de despejo no estado, no conjunto dos conflitos por terra registrados em Mato Grosso.

Liderança regional nos conflitos por terra

Com 53 conflitos por terra registrados, Mato Grosso ficou à frente de todos os vizinhos do Centro-Oeste em 2025. Goiás aparece em seguida, com 40 ocorrências, seguido por Mato Grosso do Sul, com 26, e pelo Distrito Federal, com 6. As 11.841 famílias atingidas no estado também são o maior contingente da região.

No conjunto do Centro-Oeste foram 125 conflitos por terra ao longo do ano, que atingiram 22.033 famílias. Mato Grosso respondeu por 53 desses casos e por mais da metade das famílias afetadas na região.

Os conflitos por terra são a categoria mais frequente no campo brasileiro. Em 2025 foram 1.186 ocorrências do tipo em todo o país, o equivalente a 75% de todos os conflitos rurais contabilizados no ano. Somadas as ocupações, retomadas e acampamentos, o total de conflitos pela terra chegou a 1.286 registros, que atingiram 166.190 famílias.

No ranking nacional por número de ocorrências, Mato Grosso não aparece entre os primeiros colocados. Maranhão, com 209 conflitos, Pará, com 179, e Bahia, com 154, lideraram o país em 2025. A primazia do estado se dá no recorte do Centro-Oeste e na extensão das áreas em disputa.

A disputa pela água

Em 2025 o estado registrou 20 conflitos por água, que afetaram 5.902 famílias. O número de ocorrências é o segundo maior do país, atrás apenas do Pará, que somou 21. No Centro-Oeste nenhum outro estado chega perto: Mato Grosso do Sul teve 8 conflitos hídricos, o Distrito Federal 7 e Goiás 5.

Em número de famílias atingidas pela disputa da água, os 5.902 registros de Mato Grosso ficam atrás apenas de Roraima, que reuniu 15.806 famílias em 2 ocorrências, e de Rondônia, com 6.882. Em todo o Brasil os conflitos por água somaram 148 ocorrências e atingiram 47.033 famílias no ano. A categoria responde por 9% do total de conflitos rurais.

Famílias atingidas apesar da queda nacional

Os indicadores de Mato Grosso destoam da tendência do país. O total de ocorrências no campo brasileiro caiu de 2.207 em 2024 para 1.593 em 2025, recuo de quase 28%. Na soma dos últimos dez anos, de 2016 a 2025, o país acumulou 18.832 conflitos no campo e 374 assassinatos.

No estado, o número de atingidos seguiu elevado. Além das 4.701 famílias ameaçadas de despejo, Mato Grosso contabilizou 53.934 pessoas envolvidas em conflitos no campo, o maior contingente do Centro-Oeste. Esse total se distribuiu por 63 conflitos de violência contra a pessoa registrados no estado ao longo do ano.

Apesar do volume de pessoas atingidas, Mato Grosso não registrou assassinatos no campo em 2025. O dado contrasta com a tendência nacional, em que o número de mortes dobrou no período, de 13 para 26. No país, as ocupações e retomadas de terra cresceram 12% em relação a 2024, com 100 casos registrados, dos quais 81 foram ocupações de famílias sem terra e 19, retomadas de territórios indígenas.

Trabalho escravo em alta no país

No campo do trabalho análogo à escravidão, Mato Grosso teve 60 trabalhadores resgatados em 2025. O número fica abaixo dos registrados em Goiás, com 220, e em Mato Grosso do Sul, com 95, os líderes do Centro-Oeste na categoria.

No país os resgates aumentaram. Foram 159 casos e 1.991 trabalhadores libertados em 2025, contra 151 casos e 1.622 resgatados no ano anterior. As atividades com mais pessoas resgatadas foram a construção de usina, com 586, a lavoura, com 479, e o cultivo de cana de açúcar, com 253. O resgate ligado à construção de uma usina concentrou-se em uma única ocorrência, responsável pelos 586 trabalhadores libertados nessa atividade.

Por trás dos números: concentração de terra e poder

Para a geógrafa Camila Salles de Faria, docente do Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), os 53 conflitos por terra de 2025 representam “uma média de um conflito por terra por semana” no estado e têm origem na forma como a terra mato-grossense foi apropriada ao longo de mais de um século. A leitura é compartilhada por estudos acadêmicos e por agentes públicos que atuam na ponta da disputa fundiária.

Poucos donos, muita terra

A concentração aparece já nos cadastros oficiais. Faria observa que, no Sistema de Gestão Fundiária (Sigef) do Incra, os imóveis acima de 2.500 hectares somam 3% do total e ocupam 35% da área cadastrada do estado. No topo da pirâmide, a desigualdade é mais aguda. “Nós temos 236 imóveis ocupando uma área equivalente ao Estado do Rio de Janeiro”, afirmou a pesquisadora, ao tratar das propriedades acima de 10 mil hectares, que representam 0,2% dos imóveis e somam 4,1 milhões de hectares.

A própria base de dados subestima a concentração, segundo a geógrafa. A Fazenda Roncador, em Querência, a maior do estado, aparece no Sigef dividida em 17 parcelas, mas reúne 122 mil hectares contínuos, área equivalente à do município do Rio de Janeiro. A Fazenda São Marcelo, em Tangará da Serra, com 35 mil hectares controlados pelo grupo Marfrig, não consta com essa dimensão.

Os números convergem com o levantamento da geógrafa Julia Tizziani Silva, em dissertação defendida na UFMT em 2026. Com base no Censo Agropecuário de 2017, ela registra que em Mato Grosso os estabelecimentos acima de 10 mil hectares são 0,7% do total e ocupam 36% da área agrícola. No país, a concentração coloca o Brasil como a quinta nação mais desigual no acesso à terra da América Latina, segundo dados da Oxfam citados no estudo.

Faria também detalha quem está por trás dos conflitos de 2025. Pela leitura que apresenta dos dados da CPT, o próprio Estado, por meio de órgãos e esferas de governo, aparece como autor de quase 40% dos casos no campo mato-grossense, seguido pelos fazendeiros, com mais de 22%, pelos garimpeiros, com 13%, e pelos grileiros, com quase 10%.

A origem da burla: como a terra pública virou latifúndio

A raiz histórica do quadro está documentada pela geógrafa Gislaene Moreno em estudo sobre o processo de acesso à terra em Mato Grosso. Desde 1892, quando as terras devolutas passaram ao domínio dos estados, sucessivos governos montaram um aparato jurídico que favoreceu a apropriação de grandes porções do território. Entre 1899 e 1929, para 910 títulos definitivos expedidos, registraram-se cerca de 650 mil hectares de área legal e 4,3 milhões de hectares de área em excesso, ou seja, terra incorporada além do que os títulos permitiam.

Moreno chama o esquema de “grilagem legalizada”. Empresas de colonização e grupos econômicos adquiriam terras com vícios de origem e as regularizavam com documentos frios, os chamados “títulos voadores”, ajustados depois a qualquer área livre. Nas décadas de 1970 e 1980, foram implantados no estado 268 projetos de colonização empresarial, boa parte deles avançando sobre territórios indígenas e áreas de posseiros. Ao fim desse processo, conclui a pesquisadora, os imóveis acima de 1.000 hectares, 14,75% do total, passaram a controlar 80,39% da área ocupada, o equivalente a 63,39% do território estadual.

Esse passado ajuda a explicar uma marca apontada pelo defensor público federal Renan Sotto Mayor, defensor regional de Direitos Humanos. Mato Grosso, segundo ele, “tem maior quantidade de colonizações privadas no país”. Em vez de promover reforma agrária, afirma, as ditaduras militares fizeram o oposto: “ao invés de fazerem reforma agrária, fizeram… contra a reforma agrária, que foram essas colonizações privadas”, como as que deram origem a Sinop e Colniza, no norte do estado.

O corredor da BR-163, que liga Cuiabá a Santarém e estrutura o norte mato-grossense, é analisado como expressão desse modelo na coletânea Amazônia Revelada, organizada por Maurício Torres. No livro, o geógrafo Ariovaldo Umbelino de Oliveira mostra que os projetos agropecuários incentivados pela Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) cobriram mais de 9 milhões de hectares na Amazônia Legal, com crédito público que chegava a financiar 70% do capital das empresas. Em Mato Grosso, esses empreendimentos tinham a maior área média da região, 31,4 mil hectares cada, contra 16,3 mil no Pará e 14,1 mil em Tocantins. A lógica era de baixa absorção de mão de obra: a meta de ampliar o rebanho em 6,2 milhões de cabeças previa apenas um trabalhador para cada 250 hectares.

Segundo a obra, a ocupação do norte de Mato Grosso se fez por meio da grilagem de terras indígenas, com documentos falsos, certidões e declarações que atestavam não haver índios nem posseiros nas áreas. Munidos desses papéis, especuladores obtinham títulos dos governos estaduais. O processo, escreve Oliveira, provocou etnocídios e genocídios de povos como os Tapayuna, Panará, Kayabi, Xavante, Tapirapé e Carajá, que tiveram suas terras tomadas à força. Para José Arbex Jr., outro autor da coletânea, esse avanço foi legitimado pela ideia falsa de uma Amazônia “vazia”, um “espaço sem gente” que negava a existência dos povos que ali viviam.

O avanço deixou marca no território. Mato Grosso passou de menos de 1 milhão de hectares de cobertura vegetal alterada em 1975 para 6,7 milhões em 1988, e em 1990 já era o terceiro estado da Amazônia em desmatamento, com mais de 8,4 milhões de hectares devastados. Em quinze anos de projetos agropecuários, mais de 10% da superfície do estado havia sido derrubada.

A mesma engrenagem alimentou o que a obra chama de “saque contra a União”. Munidos de títulos concedidos por Mato Grosso e de laudos periciais que negavam a presença indígena, fazendeiros e o próprio governo estadual moveram 54 ações no Supremo Tribunal Federal pedindo indenização por terras demarcadas como reservas. As ações somavam até US$ 102 bilhões, mais de um terço do PIB brasileiro à época, e a União já havia perdido duas delas quando o livro foi publicado, em 2005. A primeira, movida por um fazendeiro sobre 9.758 hectares dentro do Parque do Xingu, apoiava-se em laudo que afirmava não haver vestígios de índios na área.

No mesmo corredor, a coletânea documenta a persistência do trabalho escravo. O organizador Maurício Torres relata cenas em que mães viam filhos de menos de 10 anos serem aliciados por grileiros vizinhos, retrato de uma fronteira em que o poder econômico operava na mais absoluta ilegalidade.

Terra e poder: a bancada ruralista

A concentração fundiária se traduz em poder político. Faria associa o aumento dos conflitos à força da bancada ruralista e à aliança entre grandes proprietários e o Estado, que “se consolida desde a República Velha e intensifica-se na ditadura militar”. Para a geógrafa, o modelo do agronegócio depende dessa relação. “Não há projeto agronegócio sem Estado”, resume.

A dissertação de Tizziani dimensiona essa presença. A Frente Parlamentar da Agropecuária reúne 352 parlamentares no Congresso, 59% da Câmara e 60,4% do Senado. Em Mato Grosso, a frente estadual criada em 2023 conta com 17 dos 24 deputados da Assembleia Legislativa, mais de 70% do total. O estudo aponta o uso das emendas parlamentares e do orçamento secreto como instrumentos de alocação de recursos e a apresentação de projetos de lei que, na avaliação da autora, criminalizam povos do campo e aprofundam os conflitos fundiários, colocando “o aparato do Estado a serviço dos ruralistas”. A influência não é recente nem pessoal: três parlamentares mato-grossenses chegaram ao Ministério da Agricultura, Blairo Maggi, Neri Geller e Carlos Fávaro.

Os exemplos aparecem nas proposições e trajetórias mapeadas pela dissertação, que analisou em detalhe os 11 parlamentares federais mais influentes do estado. Das 217 propostas da bancada mato-grossense levantadas entre 2011 e 2024, a autora classificou 59 como ataques aos povos do campo e 32 como instrumentos que facilitam a grilagem.

O uso do dinheiro público segue padrão semelhante. Segundo a dissertação, a distribuição de emendas parlamentares em Mato Grosso entre 2015 e 2024 não acompanhou o número de habitantes nem as necessidades dos municípios, mas teria seguido interesses econômicos do agronegócio e de aliados políticos, aprofundando desigualdades dentro do estado. As emendas do relator, peça central do chamado orçamento secreto, ampliaram essa margem de manobra por dispensarem identificação de autoria e justificativa para o destino dos recursos.

Dois desses perfis comandaram o Ministério da Agricultura. Blairo Maggi, o “rei da soja” e sócio do grupo Amaggi, é autor do PL 6299/2002, apelidado de “PL do Veneno”, que afrouxa as regras de uso de agrotóxicos, e propôs, como ministro em 2016, reduzir a fiscalização sanitária da carne bovina em benefício do setor. Em 2006, ele havia recebido o “Prêmio Motosserra de Ouro”, concedido a quem mais contribui para a destruição da floresta amazônica. Neri Geller foi relator do PL 337/2022, que pretende retirar Mato Grosso da Amazônia Legal e reduzir de 80% para 20% a reserva legal obrigatória nas propriedades rurais, relatou o novo marco do licenciamento ambiental e votou a favor do PL 2633/2020, apelidado de “PL da Grilagem”.

A trajetória da família Campos ilustra a longevidade dessa elite. O senador Jayme Campos figurava em 2019 entre os maiores latifundiários do país, com 43,9 mil hectares. Sua fazenda Santa Amália foi alvo de denúncia por trabalho análogo à escravidão em 2008, sob acusação de reter parte dos salários e manter trabalhadores em alojamentos de lona e sem água potável, episódio encerrado com termo de ajustamento de conduta firmado com o Ministério Público do Trabalho. No ano anterior, a mesma área havia sido multada pelo Ibama pelo desmatamento ilegal de 1,5 mil hectares de mata nativa. No Congresso, Jayme votou pelo marco temporal das terras indígenas (PL 2903/2023) e se posicionou contra a Moratória da Soja. Seu irmão, Júlio Campos, foi deputado constituinte em 1987 e, segundo a dissertação, abriu mão do governo do estado para defender, na Constituinte, a propriedade privada e a segurança jurídica dos grandes proprietários, em oposição à reforma agrária.

O enfrentamento aos povos indígenas também tem nome e proposta. O deputado Nelson Barbudo ocupou o topo do “Ruralômetro”, índice da Repórter Brasil que mede a defesa de pautas ruralistas no Congresso, e a dissertação cita denúncia do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), de 2019, segundo a qual o parlamentar teria articulado uma nova invasão da terra indígena Marãiwatséde, no leste do estado, para “devolvê-la a quem produz”. Ele próprio foi multado pelo Ibama em 2005 por desmatamento ilegal de 15 hectares em área de preservação permanente. Em entrevista recente, Barbudo foi questionado sobre esta multa e argumentou que “o juiz do caso me inocentou”. José Medeiros, crítico do MST, que classifica como “organização criminosa”, assina o PL 1570/2023, que autoriza a mineração em terras indígenas.

Outras frentes miram o trabalho e a criminalização da posse. Nilson Leitão, ex-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, é autor do PL 6442/2016, que admite o pagamento de trabalhadores rurais com comida e moradia, e relatou a CPI que investigou a Funai e o Incra. O senador Wellington Fagundes apresentou em 2025 o PL 1590, que criminaliza ocupantes de imóveis e prevê o corte de benefícios como o Bolsa Família, e propôs a liberação da caça esportiva (PL 4402/2020). Carlos Gomes Bezerra foi apontado como o maior proprietário de terras entre os deputados de sua legislatura, com 8,9 mil hectares.

Mesmo os perfis sem terra própria integram a articulação. Emanuel Pinheiro Neto, o “Emanuelzinho”, terceira geração de uma família na política e sem imóveis rurais declarados, atua como membro assíduo da frente ruralista. Fábio Garcia, defensor da Medida Provisória da Liberdade Econômica, licenciou-se da Câmara em 2023 para assumir a Casa Civil do governo de Mato Grosso, num exemplo da articulação entre o Congresso e o Executivo estadual.

Quando a lei não basta

O descompasso entre a Constituição e a prática fecha o ciclo. O texto constitucional prevê a destinação prioritária de terras públicas à reforma agrária, lembra Sotto Mayor, mas a efetivação esbarra na disputa judicial. “Apesar de juridicamente ser simples, na prática não é fácil”, afirma. Ele cita o caso da Fazenda 5 Estrelas, em que uma sentença reconheceu a terra como pública e destinada à reforma agrária, seguida de recursos, acórdãos e prazos sucessivos que adiaram a desocupação.

A síntese do defensor resume a leitura das fontes ouvidas. “Não é jurídico. Infelizmente, a gente percebe que é político, uma política estrutural de forças que conseguem mobilizar todos os sistemas de justiça”, diz. É essa engrenagem, que combina concentração de terra, presença institucional do agronegócio e morosidade judicial, que ajuda a explicar por que Mato Grosso, mesmo em um ano de queda nacional, lidera os indicadores de conflito no campo do Centro-Oeste.

Os dados de 2025 consolidam o balanço anual da CPT sobre a violência no campo. De periodicidade anual, o levantamento passa a servir de base de comparação para o relatório de 2026.

O outro lado

Todas as notas enviadas serão incluídas aqui.

Fontes: 

  • Relatório Conflitos no Campo Brasil 2025, da Comissão Pastoral da Terra (CPT), sistematizado pelo Centro de Documentação Dom Tomás Balduino, em Goiânia, edição lançada em 2026 com dados referentes ao ano de 2025.
  • Falas registradas em evento da CPT sobre conflitos no campo realizado na UFMT: Camila Salles de Faria, docente do Departamento de Geografia e do Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT); e Renan Sotto Mayor, defensor público federal e defensor regional de Direitos Humanos.
  • Obras acadêmicas: dissertação de mestrado “Bancada ruralista em Mato Grosso: a aliança de poder do agronegócio com a política do Estado”, de Julia Tizziani Silva (Programa de Pós-Graduação em Geografia, UFMT, Cuiabá, 2026), orientada por Camila Salles de Faria; artigo “O processo histórico de acesso à terra em Mato Grosso”, de Gislaene Moreno (Geosul, Florianópolis, volume 14, número 27, 1999), derivado da tese de doutorado “Os (Des)Caminhos da Apropriação Capitalista da Terra em Mato Grosso” (FFLCH/USP, 1994); e a coletânea “Amazônia revelada: os descaminhos ao longo da BR-163”, organizada por Maurício Torres (CNPq, 2005).
  • Bases de dados e levantamentos citados nas fontes: Censo Agropecuário 2017, do IBGE; Sistema de Gestão Fundiária (Sigef), do Incra; relatório da Oxfam sobre desigualdade no acesso à terra na América Latina; e dados de composição da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.
  • Observatórios e veículos citados: Repórter Brasil, responsável pelo índice “Ruralômetro”; e o observatório De Olho nos Ruralistas.
  • Denúncias e registros institucionais mencionados: Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Ministério Público do Trabalho (MPT) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

 

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