TODAS POSTAGENS Autor: Rogerio Florentino

Governo amplia em 104 mil hectares áreas protegidas no Pantanal de Mato Grosso

O governo federal ampliou em 104 mil hectares o Parque Nacional do Pantanal Mato-Grossense e a Estação Ecológica de Taiamã, nos municípios de Poconé e Cáceres (MT), por meio de dois decretos assinados durante a COP15 das Espécies Migratórias. A medida elevou a proporção de área protegida no bioma de 4,7% para 5,4%, com investimento previsto de R$ 146 milhões em regularização fundiária. As reações foram polarizadas, com apoio de ONGs e cientistas e oposição de entidades do agro e pecuaristas.

justiça climática e direito dos desastres no Brasil

Brasil registrou 67 mil desastres em três décadas e pesquisa defende novo modelo jurídico

Artigo acadêmico publicado na revista Suprema analisa os 67.230 desastres registrados no Brasil entre 1991 e 2023 e defende que a integração entre Direito dos Desastres e Direito Climático é o caminho para efetivar a justiça climática. A pesquisa usa as enchentes do Rio Grande do Sul em 2024 como caso empírico e demonstra que 64% das famílias afetadas em Porto Alegre já estavam inscritas no CadÚnico antes do evento, revelando que a vulnerabilidade é anterior ao desastre.

impactos da energia solar

Grandes usinas solares no Brasil escondem danos ambientais, diz estudo

Um novo estudo alerta que a construção de grandes usinas solares no Brasil causa desmatamento, altera o ciclo de chuvas e contamina o solo com agrotóxicos. A prática das empresas de esconder esses danos para vender uma imagem de “energia 100% limpa” é chamada de greenwashing. O sistema agrivoltaico, que une agricultura e placas solares, é apontado como a solução ideal.

capitaloceno e crise climática

Crise climática impulsiona exploração de emoções e afeto pelo mercado, aponta estudo

O artigo “Capitaloceno e esquizofrenia: desejo, crise climática e neoliberalismo”, de Ádamo Bouças Escossia da Veiga (LECA, dez. de 2025), argumenta que a crise climática expõe o limite da expansão capitalista. Sem novas “naturezas baratas”, o texto descreve a aposta em mercados “verdes”, financeirização e na captura do desejo como nova frente de acumulação.

indenização ao povo Yanomami

Regra do STJ atrasa pagamento de indenização do Estado ao povo Yanomami

A Justiça brasileira definiu que o Estado é apenas um pagador reserva em casos de desastres ambientais causados por sua omissão. A Súmula 652 do STJ exige que os danos sejam cobrados primeiro dos garimpeiros, o que na prática cria um obstáculo jurídico que atrasa indefinidamente o pagamento de indenizações urgentes para a reconstrução do território e da saúde do povo Yanomami.

PROPAGANDA