Ir para o conteúdo
Pesquisar
Close this search box.

Grandes usinas solares no Brasil escondem danos ambientais, diz estudo

Um novo estudo alerta que a construção de grandes usinas solares no Brasil causa desmatamento, altera o ciclo de chuvas e contamina o solo com agrotóxicos. A prática das empresas de esconder esses danos para vender uma imagem de "energia 100% limpa" é chamada de greenwashing. O sistema agrivoltaico, que une agricultura e placas solares, é apontado como a solução ideal.
impactos da energia solar

Pesquisa revela que desmatamento e uso de veneno sob os painéis são omitidos por empresas. Prática é conhecida como GREENWASHING ‘maquiagem verde’.

 

A promessa de uma energia totalmente limpa gerada por grandes usinas solares no Brasil esconde um cenário de destruição ambiental e enganação publicitária. Um novo estudo aponta que a instalação de milhares de painéis exige o desmatamento de grandes áreas e afeta o ciclo das chuvas, fatos que as grandes empresas omitem do público para continuar lucrando com a fama de serem 100% sustentáveis.

A descoberta serve como um alerta direto para a sociedade e para as autoridades. Enquanto a energia do sol é vendida como a grande solução contra o aquecimento global, o jeito como essas superusinas são construídas acaba secando o solo da região e matando a vegetação local. Essa prática de esconder o lado ruim e mostrar apenas o lado bom é chamada de greenwashing (que significa “maquiagem verde” ou falsa sustentabilidade).

A pesquisa foi conduzida pelo engenheiro e advogado Airton Gustavo Viana da Silva. O trabalho mostra que focar apenas na vantagem de “não queimar combustível fóssil” faz com que o Brasil feche os olhos para o estrago que acontece no chão.

O perigo debaixo das placas solares

Para instalar um mar de placas solares, as empresas começam arrancando toda a vegetação nativa do lugar. Sem as plantas, a água da chuva não entra direito na terra, o que aumenta o risco de inundações em épocas de temporal e seca o solo no resto do ano.

Outro problema grave, mantido longe das propagandas na televisão, é a manutenção dessas áreas. Para evitar que o mato cresça e faça sombra nas placas, os administradores apelam para produtos químicos agressivos. O estudo destaca o “uso de herbicidas, como o glifosato, para controle da vegetação sob os painéis”. O glifosato é um veneno forte que pode contaminar a terra e a água da região.

Além disso, o vidro e o metal das placas mudam a forma como a luz do sol reflete na terra, um efeito conhecido como alteração do albedo. Isso acaba aumentando o calor no local.

A lei e a pressa por lucro

No Brasil, a lei manda que, em caso de dúvida sobre um dano à natureza, a proteção ambiental deve vir em primeiro lugar. Essa é a regra cobrada pelos tribunais superiores. O documento reforça que o “STJ exige que a dúvida beneficie a natureza no presente, enquanto o STF assegura que o dever de reparar o dano causado perdura no futuro”.

Apesar dessa proteção garantida na Justiça, as licenças para construir essas usinas gigantes são aprovadas rapidamente, sem um controle rigoroso do que acontece com as plantas e os animais do lugar. A pesquisa indica que as empresas costumam oferecer dinheiro ou benefícios rápidos para convencer as comunidades locais a aceitarem a obra, fazendo o povo esquecer os danos ambientais que ficarão para sempre.

A solução que vem da roça

O estudo não diz que a energia solar é ruim, mas sim que o modelo gigante e concentrado nas mãos de poucas empresas está errado. A saída mais inteligente e justa para a população e para a natureza é o sistema “agrivoltaico”. Esse formato mistura a produção de energia com a plantação de alimentos no mesmo terreno.

Em vez de jogar veneno na terra, o agricultor planta embaixo das placas, aproveitando a sombra. A pesquisa cita testes mostrando que “o consórcio de batata e fotovoltaico pode resultar em um aumento de 160%” no rendimento total da área.

O grande obstáculo para essa ideia chegar às casas e fazendas dos brasileiros não é a falta de tecnologia, mas o dinheiro. Empresas de energia tradicionais criam barreiras contra sistemas onde o próprio morador gera sua energia e capta sua própria água, pois isso faz as grandes companhias perderem lucro. O estudo conclui que a energia limpa de verdade só vai existir quando deixar de ser uma máquina de fazer dinheiro para poucos e passar a beneficiar a comunidade inteira.

*GREENWASHING E SISTEMAS FOTOVOLTAICOS: RELATIVIDADEAMBIENTAL SOB A LUZ DA PREVENÇÃO-Airton Gustavo Viana da Silva

Transparência: a foto que ilustra esta matéria foi feita usando IA.

Leia também:

EXCLUSIVO: ex-assessor acusa deputado Dr. João de confiscar salários e manter funcionários fantasmas;VÍDEO

Leilão do 700 MHz prevê 4G e 5G para 17 mil pessoas, 43 cidades em MT e beneficiará o Agro

Flávio Bolsonaro usa linguagem neutra em rede social e irrita base conservadora

Eleição em MT tem 75,4% de indecisos; cenário aponta disputa aberta para 2026

Estudo aponta “Sul Global interno” no Brasil e define crise climática como dever constitucional do Estado

[the_ad_group id="301"]

PROPAGANDA

MAIS NOTÍCIAS

CATEGORIAS

.

SIGA-NOS

PROPAGANDA

PROPAGANDA

PROPAGANDA

PROPAGANDA